Culturais:
"É importante resgatarmos a forma como vinham ocorrendo as intervenções culturais de cada região nos encontros anteriores para entendermos o motivo de repensarmos essa prática. As culturais representadas pelas cinco regiões brasileiras aconteciam durante o tempo das festas. Cada dia, uma região tinha um momento para apresentar o que elegiam como parte característica de sua cultura. Entendemos que, muitas vezes, essa prática não funcionava, pois as culturais, de certo modo, eram deixadas em segundo plano, e por isso, sugerimos destinar esse ano, um espaço específico para as regiões demonstrarem seus costumes, por meio da arte (músicas, poesias, danças, comidas típicas, vestuários, entre outros…). Lembramos que as festas acontecerão, porém em outro horário!
A partir disso, a CO do XXXIII ENEL informa como foram pensadas as culturais. Cabe a cada região organizar uma apresentação de no máximo uma hora e meia. Cada dia será destinado a uma região que se apresentará das 12 horas (meio-dia) até no máximo às 14 horas (pedimos que a apresentação estime um tempo de 30 minutos no mínimo e 90 minutos no máximo, nesse tempo já estão previstos aqueles minutinhos de atraso). Fica a cargo dos executivos regionais juntamente com as delegações, a organização das apresentações de modo a incluir suas culturas locais, tentando contemplar todos os que desejarem participar. Lembramos que o espaço destinado a essas apresentações será ao ar livre/concha acústica (em caso de tempo bom) e/ou no varandão do CCE (Centro de Comunicação e Expressão). A inscrição será feita no primeiro dia do evento concomitante ao credenciamento dos participantes. Abaixo temos algumas fotos que podem ajudá-los a pensar nas apresentações a partir da estrutura que oferecemos.
Com essa mudança na metodologia das culturais pretendemos recuperar o espaço cultural da universidade como possibilidade política de expressão, de acesso a arte e integração. Entendemos o espaço da universidade como lugar de realização e, sobretudo de divulgação de atividades acadêmicas, políticas e culturais, para a comunidade e a sociedade como um todo. Entretanto, algumas modalidades de atividades culturais (como as festas) têm sido alvo de críticas constantes de alguns de nossos gestores no intuito de difamar tais espaços para, posteriormente entrarem com medidas mais rígidas quanto a realização dessas atividades. Se pensarmos que antigamente, havia em nossas grades curriculares horários livres em que os estudantes se reuniam para conversar e principalmente, conviver uns com os outros e hoje, essas convivências estão cada vez mais se extinguindo de nossas relações, temos ainda mais motivos para lutar por espaços de convivência e divulgação da cultura. Pensar esse espaço no ENEL de forma crítica é defender um lugar de convívio saudável das diferenças, em que as regiões possam dialogar por meio de suas culturas, pois é na diferença e no olhar do outro que nos constituímos como sujeitos sócio-históricos que somos."

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